quarta-feira, novembro 30, 2011

Experiência de utilizar um blog #



A primeira impressão quando o professor nos disse que utilizaríamos um blog para postagens de reflexões de textos, análises, etc, foi de desespero. Nunca tinha utilizado um blog, e muito menos, tinha conhecimento de como manusear todas as ferramentas que nele é possível utilizar.
No decorrer do semestre, fui aprendendo a lidar com ele. Não foi difícil, tirei de letra. "NADA COMO A PRÁTICA"
A utilização do blog, mostrou-me satisfatório, pois possibilitou a socialização de minhas aprendizagens, bem como a construção coletiva de conhecimentos, através de comentários realizados pelos colegas.
Ele demostrou uma grande importância para nós, pois pudemos fazer postagens semanalmente, resgatar as aprendizagens significativas que estávamos construindo e a partir delas, realizar novas reflexões.
Acredito que a utilização do blog como espaço de construção de aprendizagens, possa ser mais difundida, a fim de potencializar o uso desta ferramenta nas modalidades educativas.


Satisfação em ter feito parte do 'mundo virtual' de vocês :D
Um beijinho no coração (L)


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quinta-feira, novembro 24, 2011

SAEB e Prova Brasil #

Avaliação da educação básica: SAEB e Prova Brasil.

O Sistema de Avaliação da Educação Básica é composto por duas avaliações complementares.

ANEB – Avaliação Nacional da Educação Básica → abrange de maneira amostral os estudantes das redes públicas e privadas do país, localizados na área rural e urbana e matriculados no 5º e 9º anos do ensino fundamental e também no 3º ano do ensino médio. Nesses estratos, os resultados são apresentados para cada Unidade da Federação, Região e para o Brasil como um todo.

ANRESC - Avaliação Nacional do Rendimento Escolar → é aplicada censitariamente alunos de 5º e 9º anos do ensino fundamental público, nas redes estaduais, municipais e federais, de área rural e urbana, em escolas que tenham no mínimo 20 alunos matriculados na série avaliada. Nesse estrato, a prova recebe o nome de Prova Brasil e oferece resultados por escola, município, Unidade da Federação e país que também são utilizados no cálculo do Ideb.

As avaliações que compõem o Saeb são realizadas a cada dois anos, quando são aplicadas provas de Língua Portuguesa e Matemática, além de questionários socioeconômicos aos alunos participantes e à comunidade escolar.


Semelhanças e diferenças entre as avaliações


Prova Brasil

SAEB
A prova foi criada em 2005.

A primeira aplicação ocorreu em 1990.
A Prova Brasil avalia as habilidades em Língua Portuguesa (foco em leitura) e Matemática (foco na resolução de problemas)

Alunos fazem prova de Língua Portuguesa (foco em leitura) e Matemática (foco na resolução de problemas)
Avalia apenas estudantes de ensino fundamental, de 5° e 9° anos.

Avalia estudantes de 5° e 9° anos do ensino fundamental e também estudantes do 3º ano do ensino médio.
A Prova Brasil avalia as escolas públicas localizadas em área urbana e rural.

Avalia alunos da rede pública e da rede privada, de escolas localizadas nas áreas urbana e rural.
A avaliação é quase universal: todos os estudantes das séries avaliadas, de todas as escolas públicas urbanas e rurais do Brasil com mais de 20 alunos na série, devem fazer a prova.

A avaliação é amostral, ou seja, apenas parte dos estudantes brasileiros das séries avaliadas participam da prova.
Como resultado, fornece as médias de desempenho para o Brasil, regiões e unidades da Federação, para cada um dos municípios e escolas participantes.

Oferece resultados de desempenho apenas para o Brasil, regiões e unidades da Federação.
Parte das escolas que participarem da Prova Brasil ajudará a construir também os resultados do Saeb, por meio de recorte amostral.

Todos os alunos do Saeb e da Prova Brasil farão uma única avaliação.




No site do INEP - www.inep.gov.br - podemos encontrar os boletins de resultados das avaliações por regiões ou ecolas.



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quarta-feira, novembro 23, 2011

Refletindo (...)


“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.”

( Paulo Freire )

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Visão de Marcuschi sobre gêneros #

Gêneros Textuais no Ensino de Língua

  • Carolyn Miller (1984): gêneros são uma “forma de ação social”. Um “artefato cultural” importante como parte integrante da estrutura comunicativa de nossa sociedade. Objetivo hoje é distinguir as idéias de que gênero é: uma categoria cultural, um esquema cognitivo, uma forma de ação social, uma estrutura textual, uma forma de organização social, uma ação retórica.
  • Charles Bazermann (2005: 19-46) trabalha a noção de fato social: “é aquilo em que as pessoas acreditam e passam a tomar como se fosse verdade, agindo de acordo com essa crença. Muitos fatos sociais são realidades constituídas tão-somente pelo discurso situado.”(p. 150)
Cada gênero textual tem um propósito bastante claro que o determina e lhe dá uma esfera de circulação. A variação dos entendimentos existentes é um problema atual nos estudos de gêneros.
“ Na realidade, o estudo dos gêneros textuais é hoje uma fértil área interdisciplinar, com atenção especial para a linguagem em funcionamento e para as atividades culturais e sociais. Desde que não concebamos os gêneros como modelos estanques nem como estruturas rígidas, mas como formas culturais e cognitivas de ação social (Miller, 1984) corporificadas na linguagem, somos levados a ver os gêneros como entidades dinâmicas, cujos limites e demarcação se tornam fluidos” (p. 151)‏

Uma observação de natureza discursiva importante é a de que “os gêneros se prestam aos mais variados tipos de controle social e até mesmo ao exercício de poder” (p.161).

A diferenciação entre gênero textual, tipo texrtual e domínio discursivo é complementada pela reflexão em torno da noção ainda inacabada de ‘suporte’. Marcuschi propõe a divisão entre suportes de tipo convencional (que foram elaborados tendo em vista a sua função de portarem ou fixarem texos: livro, jornal) e incidental (suportes ocasionais ou eventuais), mas alerta que tais conceitos ainda são pouco claros ou precariamente definidos. Várias tabelas e gráficos exemplificam a distribuição de gêneros textuais escritos e orais dentro do contínuo fala/escrita e em domínios discursivos distintos.

Bastante pertinente é a reflexão que se abre, com base em Dolz e Schneuly, para o “ensino por sequências didáticas”:

  • Dolz e Schneuwly desenvolvem a noção de gênero concebido como instrumento de comunicação, que se realiza empiricamente em textos.
  • Schneuwly chamou os gêneros textuais de mega-instrumentos. Como se acham sempre ancorados em alguma situação concreta, particularmente os orais, os autores julgam plausível partir de situações claras para trabalhar a oralidade.
  • Segundo os autores, “o gênero é um instrumento semiótico constituído de signos organizados de maneira regular; este instrumento é complexo e compreende níveis diferentes; é por isso que o chamamos por vezes mega-instrumento, para dizer que se trata de um conjunto articulado de instrumentos à moda de uma usina; mas, fundamentalmente, trata-se de um instrumento que permite realizar uma ação numa situação particular. E aprender a falar é apropriar-se de instrumentos para falar em situações discursivas diversas, isto é, apropriar-se de gêneros.”

Marcuschi afirma que os gêneros textuais são fenômenos históricos profundamente vinculados à vida cultural e social. Fruto de trabalho coletivo, eles contribuem para ordenar e estabilizar as atividades do dia a dia.

Considera-se que os gêneros textuais são formas verbais orais e escritas que resultam de enunciados produzidos em sociedade e, no âmbito do ensino e aprendizagem de português; são vias de acesso ao letramento; propõe-se que no ensino, as atenções estejam voltadas para os textos que encontramos em nossa vida diária com padrões socio-comunicativos característicos definidos por sua composição, objetivos, enunciativos e estilos concretamente realizados por forças históricas, sociais, institucionais e tecnológicas. Assim, a concepçao de gênero diz respeito à forma, ao conteúdo, aos propósitos comunicativos e ao percurso social.

Os gêneros vistos como instrumentos de interação social dá forma à estrutura; transforma comportamentos em uma dada situação; representa a atividade e a materializa; e é lugar de transformação, de exploração; e de enriquecimento de possibilidades.


Resgatando a noção de que os textos apresentam características próprias que são socialmente organizados tanto na fala como na escrita é que a atenção deve voltar-se para a língua em uso, frisando-se a relevância de que o texto se manifesta por meio de gêneros.

O ensino dos gêneros nas escolas é de suma importância na formação do leitor e escritor ''ideal'', não se esquecendo é claro, da formação do docente em priorizar os gêneros como manifestações históricas e sociais do cotidiano textual de seus alunos.


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sexta-feira, novembro 11, 2011

A importância do livro #

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Análise do PCN - Lingua Portuguesa #


A linguagem e participação social têm estreita relação com o domínio da língua, pois é por meio dela que o homem se comunica, tem acesso a informações; expressa e defende seu ponto de vista, partilha e/ou constrói visões de mundo, produz conhecimento. A linguagem pode estar em várias praticas social, e é produzida numa conversa de bar, numa lista de compras, numa carta, etc.

Pode-se considerar o ensino da aprendizagem em três variáveis: aluno, língua e ensino. O primeiro é o sujeito da ação; aquele que age sobre o conhecimento. O segundo elemento tem como objeto do conhecimento a LP, tal como se fala e se escreve fora da escola. E a última variável corresponde ao ensino e à prática educacional, que organiza a medição entre sujeito e objeto do conhecimento.

A importância e o valor dos usos da linguagem são determinados historicamente, segundo as demandas sociais de cada momento; atualmente existem vários níveis de leitura e escrita.

Produzir linguagem significa produzir discurso, e este se manifesta linguisticamente por meio dos textos. Texto é o produto da atividade discursiva oral ou escrita de forma um todo significativa e acabado. É uma seqüência verbal construída por um conjunto de relações que se estabelecem a partir da coesão e da coerência, o que chamamos esse conjunto de relações de textualidade; e a relação entre o texto produzido e os outros textos é o que chamamos de intertextualidade.

A Língua evolui a cada momento histórico. A partir desta perspectiva, ela é um sistema de signos históricos e sociais que possibilita ao homem significar o mundo e a realidade. Todo texto se organiza dentro de um determinado gênero; que constitui formas diferentes de enunciados disponíveis na cultura, caracterizado por três elementos: conteúdo temático, estilo e construção composicional. Os gêneros dão forma ao texto e é por isso que quando um começa com “Era uma vez” não há dúvidas que aí se encontra um conto.

No Brasil existem variedades lingüísticas em decorrência de cada classe social e estados (geograficamente falando), e essa diversidade muitas vezes é sinônimo de preconceito na sociedade. Este último deve ser enfrentado na escola como parte do objeto educacional; para isso a LP deve se livrar do mito “do que é certo”, que defende que se deve transmitir a escrita sendo o espelho da fala, e com isso seria preciso consertar a fala do aluno para que ele escreva bem. Esse tipo de conduta, além de desvalorizar a forma de falar de cada estudante, denota desconhecimento que a escrita de uma língua não corresponde inteiramente a nenhum dos seus dialetos, por mais que eles tenham prestigio num determinado momento histórico. A questão não é falar certo ou errado, mas saber com que forma utilizar a linguagem dentro de sala de aula. Cabe à instituição educacional ensinar ao aluno a usufruir a língua oral nas diversas situações comunicativas.

Não é papel da escola, ensinar o aluno a falar, isso é aprendido pela criança muito antes da idade escolar. Expressar-se oralmente é algo que requer confiança de si mesmo. Para ocorrer a produção oral deve-se fazer o seguinte: atividades em grupo, no qual haja pesquisas e apresentação dos resultados; debates entre os alunos; oralidade de um texto criado pelo estudante e sua análise.

Deve-se trabalhar a leitura em sala de aula diariamente de forma silenciosa e em voz alta, porém, alguns cuidados devem ser tomados. Antes do aluno, ou grupo, fazer a leitura para o restante da classe, esta deve ser lida com os olhos, para uma análise prévia e conclusão de possíveis dúvidas. No caso de um texto gerar mais de uma interpretação entre as pessoas, estas deverão discutir até chegarem numa interpretação coerente entre todos. O professor deve, apenas, mediar tal discussão.

O ensino da ortografia se dá em forma de ditados, redações etc. Ainda que tenha um forte apelo à memória, a aprendizagem de tal não é um processo passivo, trata-se de uma construção individual. O trabalho com a normatização deve estar contextualizado nas situações em que os alunos tenham razões para escrever corretamente, em que a legibilidade seja fundamental, por que existem, de fato, leitores para a escrita que produzem.

Diferente de outros aspectos, como a pontuação, as restrições ortográficas estão definidas basicamente no nível da palavra. A primeira idéia é que a pontuação serviria para indicar as pausas na leitura em voz alta. Aprender a pontuar é aprender a reagrupar o fluxo do texto, de forma a indicar ao leitor os sentidos propostos pelo autor, obtendo os efeitos estilísticos. O escritor indica as separações (pontuando) e sua natureza (escolhendo o sinal), e com isso, estabelece as formas de articulação entre as partes que afetam as possibilidades de sentido.

A LP deve levar em consideração os seguintes aspectos: sua utilização nas diferentes situações de comunicação de fato; as necessidades colocadas pelas situações de ensino e aprendizagem. É interessante levar os alunos para a biblioteca, para pesquisarem. Deve existir a disposição deles: textos de variados gêneros, livros dos mais diversos estilos, vídeos, jornais, revistas, recursos áudio-visual, slides, cartazes, fotografias, transparências, gravador. Este, por exemplo, é útil para revisão oral: entonação, ritmo, redundância no uso de certos termos.

No ensino fundamental, os conteúdos de Língua Portuguesa, estão organizados em dois eixos básicos, a saber, o uso da língua oral e escrita e a análise e reflexão sobre a língua. Tal orientação já pode ser sentida na maioria dos guias curriculares em vigor, os quais, em vez de apresentarem os conteúdos organizados em alfabetização, ortografia, pontuação, leitura em voz alta,
interpretação de texto, redação e gramática, organizando-os em função do eixo: uso – reflexão – uso.

O bloco de conteúdos “Língua escrita: Usos e formas” divide-se em “Prática de Leitura” e “Prática de produção de Textos”. Mais especificamente quanto ao segundo bloco, a produção de textos tem por objetivo a formação de escritores competentes, ou
seja, capazes de produzir textos coerentes, coesos e eficazes.

O PCN apregoa que a produção escrita deve estar voltada para suprir as necessidades de comunicação do dia-a-dia. Daí a importância de os alunos serem levados a participar de modo eficiente de atividades da vida social que envolva ler e escrever, tal como, recontar um acontecimento, noticiar um fato em um jornal, transmitir uma receita culinária, redigir uma carta, um requerimento. Essa prática revela que, a despeito das questões gramaticais e ortográficas, a maneira de elaborar o discurso é extremamente importante na elaboração do texto escrito.



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Livro Didático: Português - Uma proposta para o letramento . - Magda Becker Soares - Moderna , 2007 #

O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) tem como principal objetivo subsidiar o trabalho pedagógico dos professores por meio da distribuição de coleções de livros didáticos aos alunos da educação básica.


Os livros didáticos são analisados por especialistas da área, onde estes, preenchem uma ficha de avaliação composta por critérios, e inclui procedimentos técnicos, metodológicos e operacionais.
A ficha de avaliação contempla três critérios eliminatórios que, se não preenchidos, justificam a
exclusão do livro, que são eles:

* correção e articulação dos conceitos e informações básicas;
* coerência e pertinência didático-metodológicas e construção da cidadania.

Os demais critérios são:

* a natureza material do texto;
* as atividades de leitura e compreensão de textos;
* as atividades de produção de textos escritos;
* o trabalho com a compreensão e a produção de textos orais;
* o trabalho sobre os conhecimentos lingüísticos;
* o manual do professor;
* os aspectos gráfico-editoriais.

O PNLD levanta uma questão, quanto a utilização do livro didático em sala de aula: ao invés de roteiro principal dos professores, ele deve ser tido como um instrumento auxiliar na prática docente.
Um bom livro didático “deve contribuir para a construção da ética necessária ao convívio social democrático”, uma vez que, ainda em conjunto com o PNLD, “o objetivo último da educação escolar é “preparar o educando para o exercício da cidadania” e “qualificá-lo para o trabalho”.
Por isso, as três preocupações centrais do ensino de língua materna, em todos os ciclos de Ensino Fundamental, devem ser:

a) o processo de apropriação da linguagem escrita pelo aluno, assim como das formas públicas da linguagem oral — o mais complexo e variado possível;
b) o desenvolvimento da proficiência na norma culta, especialmente em sua modalidade escrita, mas também nas situações orais públicas em que seu uso é socialmente requerido;
c) a prática de análise e reflexão sobre a língua, na medida em que se fizer necessária ao desenvolvimento da proficiência oral e escrita, em compreensão e produção de textos.


Livro Didático: Português - Uma proposta para o letramento -
Magda Becker Soares - Editora Moderna - 2007



A metodologia de ensino-aprendizagem efetivada pela coleção é representativa de uma postura construtivista que compreende a aprendizagem como um processo que se desenvolve pela indução, e que contempla as capacidades de análise e reflexão sem deixar de orientar os procedimentos no campo da leitura e da produção textual. Essa postura flexível é coerente com a concepção de linguagem como prática social; com a noção de texto como produto empírico do gênero representativo dessa prática; e com a compreensão de língua como fenômeno dinâmico que apresenta variações em função dos falantes ou da situação de uso.
Quanto à sua organização, a coleção associa os temas aos gêneros textuais: cada volume apresenta quatro unidades organizadas por uma temática específica, em torno da qual são apresentados entre sete e oito textos de gêneros diversificados, com pontos de vista diferenciados.
As atividades de ensino-aprendizagem estão distribuídas em quatro seções, que representam os eixos estruturadores da proposta:
1) leitura de gêneros diversificados, envolvendo práticas bastante inter-relacionadas (preparação para leitura, leitura oral, leitura silenciosa, interpretação oral, interpretação escrita, interpretação pelo desenho e vocabulário);
2) produção de textos de diversos gêneros escritos, em diferentes condições de produção;
3) linguagem oral, voltada à escuta orientada da leitura de textos escritos e à produção orientada de textos orais;
4) língua oral – língua escrita, centrada na reflexão sobre a relação entre o sistema fonológico e o sistema ortográfico e sobre as diferenças entre o estilo formal e informal.

A coletânea de textos, destinados às atividades de leitura e às demais atividades, apresenta diversidade de gêneros, bem como de contextos sociais de uso.
* volume 1 são contemplados, de forma equilibrada, os contextos da literatura (história infantil e poema), da arte não-verbal (fotografia), do lazer (tirinha e brincadeira), da divulgação (verbete e texto didático) e da publicidade (anúncio e rótulo);
* nos demais volumes, são contemplados, de forma mais acentuada, a literatura infantil e infanto-juvenil (história, poema, peça teatral, fábula e lenda), seguida dos contextos da imprensa (reportagem e notícia) e da divulgação (verbete e texto didático).

Nos diversos contextos de uso focalizados, há predominância da língua padrão urbana e do registro formal (presentes nos diversos textos literários e nos textos de divulgação). Há também presença significativa do estilo semiformal, que marca o tom descontraído de alguns poemas e narrativas infanto-juvenis, das matérias (reportagens) jornalísticas e das tiras.

O Manual do Professor está organizado em três partes:

* 1º parte: as concepções teóricas sobre os objetos de ensino – a língua e as práticas de letramento – e sua relação com os objetivos do ensino de Língua Portuguesa são explicitadas, sem erros conceituais, nem indução a erros;
* 2º parte: são apresentados os eixos de ensino, com os objetivos, orientações metodológicas e sugestões bibliográficas; na terceira parte, é apresentada uma complementação bibliográfica.

O manual orienta os objetivos das atividades, com propostas de articulação dos conteúdos entre si e sugestões de exploração da interdisciplinaridade.

A coleção assume, como perspectiva de trabalho, a dimensão interacional e discursiva da linguagem, tendo como objeto de ensino o texto oral e escrito, com propostas de atividades para os diversos eixos do ensino de Língua Portuguesa.
Esta coleção tem como principal qualidade sua organização por temas com enfoques diversificados associados a gêneros, o que configura um trabalho articulado com a linguagem enquanto prática social e com a língua como fenômeno social, sujeito à variações no âmbito das modalidades falada e escrita.


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